Foto: https://www.ameimais.org/kalilguimaraes
KALIL GUIMARÃES
( Brasil – Maranhão )
Anely Guimarães. Nasceu em Pedreiras -Maranhão, e, 28.01.1937. Mestra em Comércio Exterior pela Universidade de Barcelona, Especialização em Planificação Econômica Espacial pela ONU/CEPAL/ILPES; Política e Estratégia pela ADESG -Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra.
Economista, Mestra em Desenvolvimento Urbano e Comércio Exterior. Especialista em Planificação Econômica Espacial.
Publicou: Bailando nos Sonhos, Tecendo Poesias e Espelho de uma Alma.
Antologias: Platinum VII, IX, X. OURO. Douce Poésie II. Antolofid I da Academia Poética Brasileira. Logos-Fénix (Portugals – 2017) de Maio, Julho, Setembro, Novembro se Janeiro 2018. Souespoeta (Grupo Lusófono) Raíz da Poesia -2017) e Terra Brasil 2018. Conexão III (Feira do Poeta). Revista EisFluências (Portugal – 2017) de Fevereiro, Abril, Junho, Agosto, Outubro e Dezembro.
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I COLETÂNEA POÉTICA DA SOCIEDADE DE CULTURA LATINA DO BRASIL construindo pontes. Dilercy Aragão Adler (Organizadora). São Luís: Academia Ludovicense de Letras – ALI, 2018. 2978 p. ISBN 978-85-68280-12-6 No 10 353
AMOR À HUMANIDADE
Sofro...
meu coração se agita
com os desenganos
da humanidade
na minha alma
todos os sentidos
são atingidos
o pensamento
o desconforto invade meu corpo
fico só com os desenganos
a desgraça da humanidade
atinge a minha consciência
caminho...
conto pedras na estrada
me questiono
meu peito brada
a angústia me toma
parece um verme letal
invadindo-me
a morte ameaça
o mundo faminto
dos miseráveis
meus sentimentos declinam
vejo-me um pó podre e vil
apelo à natureza
que me extasia os olhos
para extirpar os monstros
do meu coração
que me açoitam a alma
sinto-me uma besta
agredida pelo horror da crueldade
Senhor abra os braços
a esses esqueletos humanos
que perambulam
num bater de ossos
antes que os cânticos fúnebres
da morte
toquem suas matracas
e arrebatem todos
para as valas comuns
dos que não resistiram
eu tentarei enunciar
a poesia dos desenganados
e em lágrimas escrever
a minha dor e o amor
à humanidade.
CORAÇÃO DE POETA
Meu coração
acumula sentimentos
nem eu
nem ninguém
pode domá-lo
sé coração de poeta
fico sozinha
a passear pela amplidão
caminhos surgem
e Deus
que reproduz na terra
as águas
o sol
as estrelas
o trovão...
não consegue
acalmar as saudades
do meu peito
esconde-se mas entranhas
amo um amor
que não existe
estou farta de desolações
mesmo com os lábios sorrindo
meus sentimentos
conspiram tristes
meu pranto
é uma saudade eterna
minhas mágoas
brotam sem expressão
caminho sozinha
minha alma voa
à procura do seu céu
para dormir no sono
da saudade.
HORA DO ÂNGELUS
Seis horas...
Hora do Ângelus...
Na varanda
vejo o Lago que
na correnteza malemolente
parece chorar
suas emoções
No horizonte
aos poucos as luzes
da Esplanada
em um piscar constante
emitem raios luzentes
que parecem reflexos
de diamantes
O som da “Ave Maria” de Schubert
enternece os corações
lágrimas singelas
como gotas de sereno
banham minha face
O amor que aproxima a distância
traz recordações do passado
e me transporta
para momentos
alegres e felizes
Obrigada às minhas saudosas lembranças
por me reportar
a momentos inesquecíveis!
MITOS E VERDADES
A calma na alma me faz amar
penso e grito no silêncio do escuro
que me protege da solidão
deixo para trás o imperdoável
para não explodir de tristeza.
O amor que vai e vem me deixa em dúvidas
se amo com amor ou com angústia
a chuva e o vento
são lágrimas do meu sentimento.
A luz do sol é fogo ardente
de uma história vã e triste
meus sentimentos são rios de forte correnteza
não se fixa na alma a água se renova
meus desejos se perdem
em rotas desconhecidas.
Pago a luxúria dos meus pecados que
vagam no tempo sem pouso
como folhas mortas bailam na relva
musicando o ar e deixando cheiro da saudade
na memória viva cheia de mitos e verdades.
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Página publicada em março de 2025.
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